Percentual de moradores em favelas em Bananal é 8,53% do total da população, indicador semelhante ao constatado no Brasil inteiro
Por Ricardo Nogueira, com dados do IBGE
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta sexta-feira, 8 de novembro, Bananal possui 850 pessoas vivendo em áreas classificadas como favelas. As informações foram colhidas durante o Censo de 2022.
Os dados preliminares não informam a localização ou a quais bairros pertencem as áreas classificadas como favelas em Bananal.
Os pesquisadores do IBGE consideram favelas e comunidades urbanas localidades com características como insegurança jurídica da posse, ausência ou oferta precária ou incompleta de serviços públicos, padrões urbanísticos fora da ordem vigente e ocupação de áreas com restrição ou de risco ambiental.
Pela primeira vez desde 1991, o IBGE voltou a utilizar o termo "favela" em suas pesquisas. O instituto havia substituído a expressão "Aglomerado Subnormal" com o objetivo de suavizar a conotação negativa associada aos territórios informais.
O percentual de moradores em favelas em Bananal é 8,53% do total da população. O indicador é semelhante ao constatado no Brasil.
Segundo o Censo de 2022, mais de 16 milhões de brasileiros, ou 8% da população, vivem em favelas e comunidades urbanas. O levantamento registrou um aumento de 43,46% desde 2010, o que representa quase cinco milhões de habitantes a mais nessas áreas.
Em 2022, o Brasil contava com 12.348 favelas distribuídas por 655 dos 5.570 municípios, abarcando todas as regiões do país. Em 2010, o número de pessoas vivendo em favelas era de 11.425.644, equivalente a 6% da população à época, evidenciando um crescimento expressivo ao longo dos últimos anos.
Os pesquisadores advertem que é preciso cuidado ao fazer a comparação entre 2010 e 2022, pois nesse intervalo de tempo aconteceram melhorias tecnológicas e metodológicas na identificação dos recortes territoriais.
O estado de São Paulo tem a maior população de residentes em favelas, 3,6 milhões, seguido por Rio de Janeiro (2,1 milhão) e Pará (1,5 milhão). Os três estados juntos respondem por 44,7% do total de habitantes de comunidades do país. A maior favela é a Rocinha, no Rio de Janeiro, com 72.021 moradores.
O Censo 2022 identificou que 72,5% das favelas brasileiras tinham até 500 domicílios, enquanto 15,6% possuíam de 501 a 999, e 11,9% tinham mais de 1 mil domicílios.
Ao todo, o IBGE contou 6,56 milhões de domicílios nas favelas brasileiras, o que representava 7,2% do total de lares do país. Desses, 5,56 milhões foram classificados como domicílios particulares permanentes ocupados (DPPO), onde moram 99,8% da população de favelas.
A pesquisa mostra que o número médio de moradores dos domicílios em favelas era de 2,9 pessoas, levemente acima da média do total da população brasileira, 2,8. Em 2010, a média nas favelas era 3,5 pessoas; e a do país como um todo, 3,3.
Os recenseadores identificaram que 96,1% dos domicílios em favelas são casas, incluindo as de vila ou em condomínios. No total da população brasileira, a proporção é de 84,8%.